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Tão ruim quanto parece: a campanha #SomosTodosParalímpicos

Os jogos Paralímpicos RIO 2016 estão em baixa, com nem metade dos ingressos vendidos – não se compara ao sucesso das Olimpíadas. Por isso a agência Africa criou uma campanha para a Vogue Brasil, que foi o assunto das redes sociais hoje, com a hastag #SomosTodosParalímpicos.

Paulinho Vilhena e Cléo Pires, dois atores globais, foram contratados para serem os embaixadores dos jogos nesse ano. Em uma foto publicada hoje no Instagram da Vogue, os atores foram desmembrados no Photoshop: ela sem um braço e ele sem uma perna. De acordo com a revista, a atriz representa a atleta Bruna Alexandre e o ator representa o atleta Renato Leite.

A montagem não pegou bem por ser insensível e não é legal embutir amputações em quem não é amputado, afinal eles não tem noção do que é vivenciar qualquer situação parecida. Além disso, a ação não é representada por quem realmente é a estrela do evento, os atletas paralíticos.

Se o objetivo da campanha era trazer visibilidade, deu certo, mas não de uma maneira positiva. A intenção é boa, jogar luz no evento, mas a maneira que foi executada não. A questão é que diversas outras campanhas foram feitas e passaram despercebidas, assim como os próprios jogos. Talvez se a Vogue tivesse escolhido dois atletas ninguém estaria comentando, muito menos parabenizando a revista.

Captura de Tela 2016-08-24 às 15.46.11

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Vitória Molnar

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