OutrosTecnologia

O eSport e a legislação desportiva brasileira

É inegável o crescimento do cenário de esportes eletrônicos no Brasil e no mundo. E o crescimento do cenário competitivo está diretamente ligado ao modelo selecionado pelas desenvolvedoras para realizar os campeonatos dos seus respectivos jogos. Além obviamente das marcas desenvolvedoras, vale a pena para todas as marcas ficarem de olho, tanto no cenário quanto na organização dos eventos e competições. Afinal de contas, um cenário em franca expansão como esse, merece ser observado com todo carinho. Resumidamente, temos dois modelos de campeonatos de eSports possíveis: os modelos europeu e americano. Fora isso, cada desenvolvedora fica livre para criar campeonatos e regras de negócios.

O modelo europeu, também conhecido como federativo piramidal, conta com uma entidade organizadora no topo da pirâmide, que dita as regras do jogo e define as regras de negócios, como por exemplo, cláusulas para contratos de trabalho, intermediários, patrocínios, entre outros. Para fazer um paralelo com esportes, a FIFA opera nesse modelo. Uma associação internacional que representa a modalidade e emite regras para as organizações continentais que são filiadas.

Nos EUA, temos um modelo horizontal, com as franquias, nas quais os times se reúnem e formam ligas, que organizam a competição, porém sem relação com outros campeonatos. Outro aspecto interessante desse modelo é a definição de regras de negócio, que trazem estabilidade financeira para todos os participantes. NBA, NFL, famosas no mundo inteiro, seguem esse modelo. Já nos eSports o modelo já foi adotado pela Riot Games na Liga norte-americana, a partir de 2018.

E no Brasil?

Bem, com relação ao Brasil, toda a legislação esportiva é inspirada no modelo europeu. O modelo criado pela FIFA foi 100% incorporado à nossa lei, o que beneficia esportes já consolidados, como o Futebol, mas apresenta desvantagens grandes para modalidades que não possuem a mesma visibildade financeira, caso dos eSports, pelo menos por enquanto.

As principais diferenças

De cara, a diferença é o foco. O modelo europeu dá prioridade à busca de vitórias e títulos, enquanto o americano visa o lucro e a distribuição igualitária para todos os participantes.
Portanto, no modelo europeu, geralmente é comum observarmos desequilíbrio entre os competidores, já que organizações que possuem maior volume de investimento consequentemente geram melhores resultados. Isso pode levar a um monopólio de equipes.

O modelo americano limita com um valor global, o montante que é permitido gastar com a contratação de jogadores, para gerar um equilíbrio na competição e dar chances iguais para todas as equipes participantes. Olhando por esse lado, o modelo americano poderia causar desinteresse na audiência. Mas é claro que uma mudança dessa proporção traria impactos negativos em um esporte consolidado.

Para os eSports no Brasil, essa questão da escolha de modelo pode ser o fiel da balança para impulsionar o cenário ou não. O que no resto do mundo é uma realidade, que arrasta multidões e gera muitos milhões de dólares ainda engatinha por aqui. E você marca o que tem a ver com tudo isso? Como diz o ditado: Quem chega primeiro, chega duas vezes. Portanto, comece desde já a observar com bons olhos um terreno que ainda é explorado e certamente pode render MUITO para a sua marca. Tanto com patrocínios às equipes, quanto com Branded Content.

Previous post

Inteligência Artificial e o Futuro da Criatividade

Next post

Como aumentar o alcance e o engajamento da sua página em 05 dicas

Leonardo Ferreira

Leonardo Ferreira

Designer, nerd desde sempre, guitarrista frustrado e ficando cada dia mais careca. Fã de tecnologia, pizza, Rock e chegado em jogar videogame quando não tem nada melhor pra fazer. Alguns diriam que eu sou um hipster daqueles, mas não uso óculos ainda.

No Comment

Leave a reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *