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A evolução da internet nos próximos anos pode estar comprometida

Desde sua criação em 1983, para fins acadêmicos e militares, a internet já passou por mudanças significativas, seja em sua utilização, no tráfego de informações e principalmente em sua infraestrutura.

E, ao que tudo indica, estamos prestes a testemunhar mais uma grande mudança. A fibra ótica, material com maior capacidade de tráfego de dados utilizado atualmente, está chegando ao seu limite.

Você deve lembrar que a bem pouco tempo atrás se falava na revolução que a fibra ótica traria à estrutura da rede mundial. Esse discurso se inverteu e agora o tipo de conexão mais avançada que já conhecemos pode não suportar o volume de dados em apenas cinco anos.

Dentre diversos estudos sobre o tema, se destaca a análise da Real Society. A instituição britânica voltada a pesquisas científicas afirma que a capacidade atual das redes de conexão mundial é de 100 terabits por segundo. O que nos parece uma capacidade imensa está se tornando insuficiente frente à utilização cada vez maior de serviços de stream e transferência de dados na nuvem, tais como Netflix, Youtube e Wetransfer.

A responsabilidade por tal bolha na capacidade das redes intercontinentais é dividida por dois fatores. O principal está no inevitável aumento da demanda por maior largura de banda das conexões em nossas casas e escritórios, que cresce na média de 11% ao ano. Aliado a este aumento de tráfego, temos o agravante da concentração dos principais servidores em pontos específicos do planeta, o que estende as distâncias entre você e o filme que tanto deseja assistir. Projetos para uma distribuição melhor da localização desses servidores estão em andamento, pois também é grande o interesse dos prestadores de serviço digital oferecerem maior estabilidade e segurança aos seus usuários.

Se tratando de um prognóstico tão preocupante, algumas soluções já foram apresentadas por cientistas de todo o mundo. As saídas mais eficientes passam destes novos métodos de transmissão dos dados pelas fibras óticas já existentes até procedimentos inovadores de fabricação dos cabos. Infelizmente, até o momento nenhum dos projetos se mostrou viável financeiramente e devem demorar algum tempo até evoluírem o bastante para serem implementados. Esperamos por uma solução em prazo suficiente, para que a evolução que a internet nos trouxe, ao longo desses 32 anos, não seja prejudicada.

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Marcus Salvio

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