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Polêmicas: a marca deve se envolver ou não? Eis a questão!

Se você não esteve vivendo embaixo de uma pedra na última semana, deve ter acompanhado a polêmica envolvendo a exposição “Queermuseu – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira” do Santander Cultural e o boicote idealizado e realizado pelo MBL, que consequentemente levou ao cancelamento da exposição em Porto Alegre. A história inteira gerou uma avalanche de menções nas redes sociais sobre o tema, incluindo o debate sobre a validade de limites para a arte, censura e como identificar uma potencial crise nas redes para gerenciar.

O Santander, vendo o tamanho do pepino que surgiu com as manifestações – que alegavam apologia à zoofilia e à pedofilia em algumas das obras – resolveu fechar a exposição antes do esperado e emitiu notas em suas redes se desculpando com o público. E, claro, isso só piorou a situação.

Mas em pleno século XXI, as polêmicas se renovam semanalmente com o acesso amplo à internet – em especial às redes sociais. E como devem agir as marcas nesses casos? A resposta é: com cuidado! Embora os clientes sempre insistam que querem participar dos assuntos em alta, esse tipo de intervenção chama a atenção para a sua

marca – um tiro no pé, já que pode acabar parecendo aproveitadora em um assunto relativamente sério. Já dissemos antes aqui no DUEEtando: marcas que acabam entrando em polêmicas podem ter resultados incríveis, mas também podem acabar com uma crise monumental em mão para gerenciar. E você, tem coragem de correr o risco?

Pois uma livraria carioca resolveu que sim! A Livraria Leonardo da Vinci pegou inspiração na ficção científica Fahrenheit 451 de Ray Bradbury para criar uma irônica ação: assim como no livro (em que em uma sociedade distópica, censores invadem casas e queimam livros), a loja promove sua “Primeira Queima de Livros”. Com descontos progressivos, a ação garante 25% desconto em obras de artes, mais 5% se na capa houver algum tipo de nudez e outros 10% se o cliente apresentar caixas de fósforos ou isqueiros no ato da compra. Tá bom ou quer mais?

E aí, sua marca tem coragem de bancar uma ação dessas? Confere abaixo o flyer deles:

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Guilherme Aleixo

Guilherme Aleixo

Guilherme Aleixo é um nerd de carteirinha, viciado em seriados e livros e jornalista por formação. Com 27 anos, já trabalha na blogosfera há uns bons doze, revezando-se entre blogs, páginas, comunidades (no extinto Orkut) e até mesmo um pouco pelo mundo real. É um prazer, e a gente se vê por aí (ou não).

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